InícioA RegiãoA QuintaReservasContactos
A Região
História

A antiguidade histórica de Santa Marta de Penaguião é afirmada por vestígios de Castros nas freguesias de Fontes, Lobrigos, Cumieira, Louredo e Medrões, todas estas freguesias existiam já nos primórdios da nacionalidade. Alguma toponímia pode levar-nos muito mais longe no tempo, aos primitivos povos sedentários, não porém de forma inequívoca.

O Concelho de Santa Marta de Penaguião é o prolongamento temporal das Terras de Penaguião, espécie de diviso administrativa que na baixa idade média (sécs. XI -XIV) compreendia o território existente entre-os-rios Douro e Corgo, a Serra do Marão e as Terras de Panóias (Vila Real). Compreendia assim a área actual do concelho de Santa Marta de Penaguião e parte significativa dos concelhos de Peso da Régua e Vila Real.

No reinado de D. Afonso Henriques era governador destas terras D. Moço Viegas, filho de D. Egas Moniz.

D. Sancho I concede foral a Santa Marta em 1202; (fac-similado do documento existente nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo (A.N.T.T.), em Lisboa), e D. Manuel I vem em 15 de Dezembro de 1519 a conceder nova Carta de Foral a Penaguião.

Os Forais, documentos escritos e por isso inequívocos, constituem insubstituíveis recursos para interpretação do passado, neles eram fixados direitos, privilégios e deveres dos moradores; o período de ouro; os séculos XVII e XVIII, e a crise que se lhe seguiu.


As construções dos séculos XVII e XVIII, boas casas, solares e igrejas, património arquitectónico que hoje podemos admirar neste concelho, falam-nos de grandes rendimentos e existe documentação que no-lo certifica.

Com a valorização dos vinhos exportados, o cultivo da vinha foi incrementado, os vinhedos passaram a cobrir todas as encostas, e mais que houvesse, e os rendimentos subiram em flecha. Mas a euforia trouxe o oportunismo, e as misturas com vinhos de fora da região, juntamente com o desinteresse causado pela redução da qualidade, trouxeram a crise.

A 10 de Setembro de 1756, no reinado de D. José, é criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, por grande influência de um filho de Santa Marta, Frei João de Mansilha, junto do Marques de Pombal.

Com a Companhia Geral e antes que outra Denominação de Origem surgisse na Europa, surge um "nom d ' appelation" para esta área produtora de "Vinho do Porto".

No século XIX foram várias as reformas administrativas, e em cada uma delas houve extinção e criação de Concelhos. Santa Marta de Penaguião foi pioneira na Restauração do Concelho, e a disciplina começou a imperar na Região Demarcada do Douro.

 

Monumentos

Os romanos habitaram estas paragens deixando-nos alguns indícios importantes. Como os próprios nomes indicam, existe um valioso forno cerâmico romano em Fornelos e no Barreiro o lugar onde se fazia a extracção de barro.


A arte barroca encontra-se bem representada neste concelho, podendo ser admiradas nas igrejas da Cumieira da autoria de Nicolau Nasoni, S. João de Lobrigos, S. Miguel de Lobrigos, Cever, nas capelas de S. Pio, Mártir de Sanhoane e S. Pedro de Medrões.


Por todo o lado estão espalhados solares e casas apalaçadas do século XVII e XVIII.

 

Gastronomia

Na gastronomia encontramos manjares dignos de fazer perder a cabeça e esquecer a dieta, como o cabrito assado com batatas e arroz de forno no alguidar de barro preto, a açorda de Medrões, as castanhas picas, o cozido à portuguesa e ainda o manjar branco do Douro.


Como não podia deixar de ser, todos estes excelentes pratos devem ser acompanhados com os apreciados e conhecidos vinhos de Santa Marta de Penaguião. Neste paraíso vitivinícola, mãe da Região Demarcada do Douro, para além do famoso vinho generoso ou fino conhecido internacionalmente por Vinho do Porto, produzem-se vinhos de mesa de fama mundial.


Artesanato

Neste aspecto assume relevo todo o instrumental relacionado com o cultivo da vinha e a feitoria do vinho, encontrando-se trabalhos muito importantes em cestaria e tanoaria. Também a tapecaria e os trabalhos em renda assumem grande destaque.

 

Paisagem

O património paisagístico deste concelho, como aliás toda a região do Alto Douro, é de uma beleza sem par. Aqui deixamos este pequeno mas sugestivo roteiro:


Da senhora da Serra, lá no alto do Marão até à capela da Senhora do Viso, podemos admirar toda a grandiosidade das zonas agrestes da montanha. Nos altos de Fontes, Lobrigos e Cumieira abraça-se uma paisagem vitícola apaixonante, que no Outono ganha um colorido verdadeiramente deslumbrante. Em terras de Alvações do Corgo podemos admirar as conhecidas encostas do rio Corgo.
 

Cultura, Festas, Feiras e Romarias

Quase todas as freguesias deste concelho possuem o seu grupo cultural. Enumerá-los todos seria fastidioso. Destacamos apenas a Banda de Música da Cumieira, Tuna de Carvalhais, os Bombos de Paradela do Monte, a Escola de Música de S. João de Lobrigos, o Grupo Regional Terras de Penaguião e os Ranchos Folclóricos de Tabuadelo, Medrões, S. João e S. Miguel de Lobrigos.

 

Na sede de concelho destacamos as festas em honra de Nossa Senhora da Guia, as festas de Santo António em Alvações do Corgo, São Lourenço em Vila Maior, São João em Fornelos, São Pedro em Lobrigos e Santa Bárbara na Cumieira.


As romarias à Senhora do Viso em Fontes e à Senhora da Serra do Marão. As feiras quinzenais e mensais na sede do concelho e no Viso respectivamente.


Por todos estes atributos, recomendamos uma visita a este interessante concelho encaixado entre o de Vila Real e o de Peso da Régua, onde se poderá deliciar pescando no rio Corgo, caçar desde as terras altas do Marão às matas baixas do Corgo, e ver panoramas inebriantes do alto de algumas colinas e miradouros.

 

 

 

Quinta do Lamego - C.C. | Santa Marta de Penaguião